Segunda dose da vacina Covid-19 é importante para garantir eficácia

Segunda dose da vacina Covid-19 é importante para garantir eficácia

Três das quatro vacinas disponíveis pelo Plano Nacional de Imunizações (PNI) no Brasil adotam esquema vacinal de duas doses com intervalo entre 4 a 12 semanas, dependente do imunizante. O Ministério da Saúde e especialistas têm alertado a população sobre a importância de se complementar o esquema vacinal para assegurar a proteção adequada contra a doença. 

Segundo nota técnica do MS no. 457, publicada em abril, a segunda dose deve ser aplicada mesmo fora do prazo estipulado pelo laboratório farmacêutico produtor da vacina. No dia 27 de junho, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em entrevista para o programa Brasil em Pauta, da Agência Brasil, convocou os 4 milhões de brasileiros que já têm direito, mas ainda não tomaram a segunda dose, a procurarem um posto de saúde para completar o esquema vacinal. 

“As vacinas são seguras e devem ser utilizadas. Vocês devem confirmar nas vacinas”, disse o ministro, lembrando que todos os imunizantes disponíveis para vacinação no Brasil receberam o aval da Anvisa e, portanto, são seguros e eficazes. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), “a primeira dose apresenta antígenos – proteínas que estimulam a produção de anticorpos – ao sistema imunológico pela primeira vez. Os cientistas chamam isso de priming a resposta imune. A segunda dose age como um impulsionador, garantindo que o sistema imunológico desenvolva uma resposta de memória para combater o vírus se encontrá-lo novamente”. 

Por isso, é importante seguir a determinação dos fabricantes porque a eficácia prometida pelos estudos clínicos levou em conta a aplicação das duas doses. Ou seja, um indivíduo que tome apenas uma dose de um imunizante que prevê um reforço estará menos protegido contra o coronavírus. Outro alerta feito pelos especialistas em saúde é que o esquema vacinal incompleto pode favorecer o aparecimento de novas variantes do coronavírus mais resistentes às vacinas disponíveis no momento. 

Tanto o Ministério da Saúde quanto a OMS, alertam que mesmo depois de vacinados é preciso continuar seguindo as medidas para reduzir a propagação do SARS-CoV-2, como distanciamento físico de outras pessoas, uso de máscaras, higienização frequente das mãos, manter os ambientes bem ventilados e cobrir com o cotovelo dobrado o nariz e a boca ao espirrar e tossir. 

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