19/05/2020

Setor

Ministro diz na OMS que Brasil vai participar de esforço contra covid-19

Valor Econômico

Assis Moreira

O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, declarou ontem na Assembleia Mundial da Saúde virtual que o Brasil vai participar das iniciativas internacionais para garantir medicamentos e vacinas “sem que ninguém fique para trás”.

A edição de ontem do Valor revelou que o país corre o risco de ficar “no fim da fila” para receber vacina contra a covid-19 por uma iniciativa internacional chamada “Act Accelerator”, da qual nem sequer foi convidado para o lançamento também por causa de brigas que o presidente Jair Bolsonaro abriu na cena internacional.

No seu pronunciamento, a partir do Brasil, pela internet, o general Pazuello não mencionou especificamente o “Act Accelerator”, a iniciativa da qual participam muitos países, mas deu uma sinalização de abertura e interesse brasileiro.

“Reforço o compromisso do Brasil em apoiar e participar das iniciativas internacionais, como o Solidarity Trial, e a aliança global por acesso à vacina e tratamento contra a covid-19, que fortalecem a cooperação internacional e buscam garantir o acesso universal ao diagnóstico, aos medicamentos e às vacinas, que nos permitirão salvar mais vidas e retornar à normalidade de forma segura, sem que ninguém fique para trás”, afirmou o ministro interino da Saúde.

O Solidarity Trial é um estudo clínico internacional para ajudar a encontrar um tratamento eficaz para a covid-19, lançado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e parceiros.

Por outro lado, Pazuello afirmou que o Ministério da Saúde vem ajustando seus protocolos para combater a pandemia de covid-19 “com base em evidências e nas experiências exitosas nacionais e internacionais dos lugares mais afetados”.

O ministro não detalhou mudanças no protocolo nem mencionou o uso de cloroquina, que tem provocado muita polêmica no Brasil e no exterior pelas incertezas em torno da eficácia do medicamento no tratamento da covid-19.

Pazuello observou que a “pandemia evidenciou um cenário desafiador para todo mundo e reafirmou a importância da saúde universal para o desenvolvimento e segurança das nações”.

Explicou como o Brasil está organizado no enfrentamento da pandemia, com o comitê de crise coordenado pela Presidência da República e o comitê de operações de emergência coordenado pelo Ministério da Saúde.

Declarou que, por ser o Brasil um país de dimensões continentais e características muito diversas, o governo estabeleceu “estratégias adequadas a cada região, através do diálogo entre os três entes federativos, com foco atual na região Norte-Nordeste do país, que são as regiões mais afetadas até o momento”.

O general Pazuello ignorou assim o confronto entre o presidente Jair Bolsonaro e os governadores, na atual gestão da pandemia, dando uma versão à comunidade internacional que se distancia da realidade.

Segundo o general, o governo federal conduz avaliações diárias das situações de risco de cada localidade, reforçando Estados e municípios com recursos necessários para mitigar os efeitos da pandemia.

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