18/04/2019

Setor

ANS criará grupo de trabalho sobre tratamento de câncer

Correio Braziliense

Um debate sobre a criação de um grupo de trabalho na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) encerrou ontem o segundo dia do 9º Fórum Nacional de Políticas de Saúde em Oncologia, do Instituto Oncoguia. O grupo deverá discutir formas de atualizar o modelo de atuação do órgão para inserção de medicamentos orais no rol de substâncias autorizadas. Atualmente, só há a possibilidade de incluir novos medicamentos nessa lista a cada dois anos.

Participaram dos debates ontem o diretor do Oncoguia Tiago Matos, o diretor da ANS Rogério Scarabel Barbosa e o diretor da Associação da Indústria farmacêutica de Pesquisa Pedro Bernardo, além de Luciano Henrique Pereira dos Santos, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Oncologia, e Sydney Clark, consultor de tecnologia da empresa IQVIA. 

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostram que em 2016 apenas 35,4% dos pacientes com diagnóstico prévio começaram o tratamento em até 60 dias, em conformidade com a legislação. A informação é confirmada pelos números do canal Ligue Câncer, da ONG: 40% dos pacientes que procuram o canal não conseguem que a Lei nº 12.732 de 2012 seja respeitada. Essa lei, popularmente chamada de lei dos 60 dias, deveria garantir ao paciente com câncer o direito de se submeter ao primeiro tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS) no prazo de até 60 dias, contados a partir da assinatura do laudo patológico."A partir do momento em que a lei é descumprida, o papel é procurar a Defensoria Pública", disse o secretário geral de articulação institucional da Defensoria Pública de União (DPU), Renan Vinícius Mayor.


Membro titular representante da Sociedade Brasileira de Radioterapia, Eronides Batalha Filho alertou sobre a dificuldade de acesso a aparelhos de radioterapia. "O número de aparelhos é insuficiente e 33% estão obsoletos. Esse número subirá para 44% em 2021. Esperamos uma melhora de cenário com o plano de expansão do Ministério da Saúde", disse. Mesmo o plano, que é de 2012, no entanto, está atrasado. A previsão é de instalação de 80 máquinas. Após sete anos, porém, o governo adquiriu apenas 19. 


Voltar

Abbot
Abbvie
Actelion
Aegerion
Alexion
Allergan
Amgen
Astellas
Astra Zeneca
Bago
Bayer
Besins
Biogen Idec
Biomarin
Biominas
BMS
Boehringer Ingelheim
Celgene
Chiesi
Daiichi Sankyo
Eisai
Ferring Farmaceuticals
Galderma
Ge
Glenmark
Grunenthal
GSK
Ipsen
Janssen
LEO
Lilly
Lundbeck
MSD
Mundipharma
Novartis
Novo Nordisk
Pfizer
Pharma Praxis
PTC Therapeutics
Pierre Fabre
Roche
Sanofi Aventis
Servier
Shire
Takeda
Teva
Theraskin
UCB
Vertex Pharmaceuticals
Zambon