14/03/2019

Setor

Planos poderiam economizar R$ 3,7 bi

Valor Econômico | Jornalista: Beth Koike

Com atenção médica primária, as operadoras de planos de saúde de autogestão poderiam ter economizado cerca de R$ 370 milhões em internações hospitalares em 2017. Extrapolando esses dados para todo o setor de convênios médicos, a economia chegaria a cerca de R$ 3,7 bilhões, segundo dados da Unidas (União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde).

A entidade reúne operadoras administradas pelas próprias empresas contratantes do benefício como, por exemplo, Banco do Brasil e Petrobras. Atualmente, há 4,6 milhões de usuários de convênios médicos de autogestão, o que representa cerca de 10% de todo o setor, que tem 47,3 milhões de beneficiários.

Segundo João Paulo dos Reis Neto, presidente da Unidas, essa redução seria possível com um acompanhamento constante a pacientes, principalmente com doenças crônicas. Entre os usuários de planos de autogestão, cerca de 20 mil internações hospitalares poderiam ter sido evitadas em 2017. Essas internações foram motivadas por problemas relacionados, principalmente, a gastroenterite infecciosa (infecção intestinal), infecção no rim e trato urinário e doenças cerebrovasculares.

Ainda de acordo com o presidente da Unidas, o custo médio de uma internação para as operadoras de autogestão foi R$ 18,6 mil em 2017. No entanto, nem todas as operadoras desembolsam essa quantia. Dados da Anahp, entidade que reúne os 100 maiores hospitais privados do país e que atendem operadoras sem rede própria, mostram que em 2017 a receita média das internações foi de R$ 13,8 mil. O custo de internação para operadoras verticalizadas como Hapvida e NotreDame Intermédica é menor porque elas possuem seus próprios hospitais.

A atenção médica primária é considerada, atualmente, o caminho mais eficaz para reduzir o custo da saúde - os reajustes dos convênios médicos corporativos bateram na casa dos 20% em 2018.

Tanto operadoras como prestadores de serviços começaram a investir em programas envolvendo atenção primária e médicos de família para evitar internações e procedimentos em pronto-socorro, que são as maiores contas das operadoras e seguradoras de saúde e que impactam o preço dos planos para os usuários. Alguns hospitais como Sírio-Libanês e da Rede D'Or - que poderiam ser afetados negativamente com um número menor de internações - também vêm investindo nesse tipo de iniciativa, com abertura de clínicas de atenção primária.

O Sírio-Libanês reduziu em 27% o custo per capita do plano de saúde dos seus funcionários com adoção de um programa com médico de família. A Rede D'Or obteve uma economia de 30% num modelo de convênio médico, inicialmente ofertado aos seus colaboradores, em que a maior parte da rede credenciada pertence ao próprio grupo hospitalar. A Rede D'Or faz a gestão do risco desse plano, com acompanhamento constante dos pacientes.

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