30/10/2018

Interfarma / Setor

Entidades levam pleitos a presidente eleito

Valor Econômico

Jornalista: Stella Fontes e Chiara Quintão

No dia seguinte à eleição de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência da República, entidades setoriais parabenizaram o eleito e aproveitaram para levar pleitos específicos de seus setores. A indústria gráfica pede ao futuro governo a garantia do exercício da livre concorrência interna, enquanto associações da indústria farmacêutica elencaram medidas urgentes na gestão pública. O setor de incorporação imobiliária disse que está otimista e lembrou o déficit habitacional "enorme" no país.

"Desejamos ao novo presidente sorte, equilíbrio e sucesso na tarefa de unir o país em busca do desenvolvimento sócio-econômico e sustentável", diz nota da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf-SP), assinada pelo presidente Sidney Anversa Victor. Para a entidade, Bolsonaro será "fundamental na manutenção dos valores democráticos e dos direitos e liberdades individuais de todos os brasileiros".

A Abigraf pede urgência no ajuste fiscal e na redução do tamanho e interferência do Estado, bem como continuidade das reformas da Previdência, política e tributária, e clareza na definição das diretrizes da política econômica, com diminuição da burocracia, estímulo à geração de novos negócios, diminuição dos gastos públicos e combate à corrupção.

A Abigraf enfatiza ainda a necessidade de livre concorrência interna, em um momento de expansão da impressão de livros no exterior. "Não é justo que nossos empresários continuem assistindo a impressão de livros didáticos no exterior financiada com incentivos fiscais do governo", aponta. A associação destaca a importância da solidez das instituições e do respeito à independência e autonomia entre Executivo, Legislativo e Judiciário, nos termos da Constituição.

A saúde do brasileiro é um dos maiores e mais urgentes desafios a ser enfrentado pelo novo presidente, na avaliação da indústria farmacêutica. Em carta, dez entidades setoriais apresentam questões em três frentes na gestão pública do setor - política de Estado, investimento e inovação e marco regulatório e respeito às regras - que devem ser atacadas com vistas a garantir o acesso à saúde.

Entre as questões estão a ampliação aos tratamentos disponíveis e previsibilidade aos programas vigentes no Ministério da Saúde, mais recursos para pesquisa e inovação, redução da carga tributária incidente sobre medicamentos e política de preços "coerente com a realidade brasileira, favorável à inovação e que libere os preços nos casos em que o mercado de autorregule pela competição".

"Para que todos tenham acesso a um serviço de saúde digno, são necessários aperfeiçoamentos constantes nos mais diversos processos e avanços científicos e tecnológicos que, na mesma proporção, clamam por um Estado mais eficiente, ágil e menos burocrático", diz a carta. O documento é assinado pela Abifina, Alanac, Grupo FarmaBrasil, PróGenéricos, Sindifargo, Abiquifi, Alfob, Interfarma, Sinfar-RJ e Sindusfarma.

O setor de incorporação, por sua vez, está otimista em relação ao novo governo, segundo o presidente da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz Antônio França. "Daremos nosso apoio geral e irrestrito para termos crescimento do PIB [Produto Interno Bruto] sustentado, para que o país seja colocado nos trilhos, novamente, e que a nação possa voltar ao grau de investimento", diz França.

O presidente da Abrainc ressalta que a construção civil é uma das que mais empregam e o Brasil tem "um déficit habitacional enorme". "O que move um setor é se há cliente para o produto dele. Há demanda por imóveis devido à formação de famílias e ao déficit habitacional", diz França. Segundo ele, o reaquecimento do setor contribui para o aumento do emprego e para a arrecadação tributária.

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