13/11/2017

Interfarma

Pesquisa encomendada pela INTERFARMA mostra panorama da saúde no País

INTERFARMA

A situação da saúde no país está piorando. Essa constatação é de uma pesquisa realizada pelo DataPoder360, instituto coordenado pelo jornalista Fernando Rodrigues, a pedido da INTERFARMA (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa). 

Apesar das diversas tentativas em curso para melhorar as condições da saúde no País, apenas 7% dos brasileiros enxergam melhorias, enquanto 68% consideram que ela esteja piorando. Para o futuro, as expectativas estão bem divididas: 32% acreditam em melhorias, enquanto o mesmo percentual espera a manutenção do quadro negativo.

A pesquisa foi realizada com questionários aplicados por telefone, entre os dias 17 e 20 de outubro, com 4.133 moradores de 178 diferentes municípios espalhados pelo Brasil. A idade dos respondentes era igual ou superior a 16 anos. 

Os hospitais lideram as críticas negativas, com 39% das reprovações. Já os planos de saúde ficam com 18%. Os médicos, em contrapartida, se destacam por serem bem avaliados. Eles alcançaram 39% de aprovação dos brasileiros. Coube às farmácias 29% das avaliações positivas. 

Medicamentos
Os brasileiros (64%) acham que o preço dos medicamentos é composto sobretudo pelos impostos cobrados pelo governo. Vale lembrar que a INTERFARMA já conduziu uma ampla campanha pela redução de impostos sobre medicamentos, como forma de promover mais acesso, e atualmente participa de iniciativas pela desoneração das terapias, respaldada em princípios constitucionais de que os bens devam ser tributados segundo a sua essencialidade.

A questão dos tributos se torna ainda mais grave quando observamos que a maioria dos brasileiros (53%) diz arcar sozinha com o custo de seus medicamentos. Mais da metade dos respondentes (55%) disse já ter deixado de comprar algum tratamento por falta de dinheiro. E uma parcela dos brasileiros (23%) diz adquirir medicamentos por meio de algum programa ou (6%) do Farmácia Popular.

No geral, segundo a pesquisa, 63% dos brasileiros dizem que prefeririam medicamentos de referência, caso esses e os genéricos tenham o mesmo preço. Nessas condições, só 11% consumiriam os genéricos. A decisão para optar entre um medicamento de referência ou genérico é basicamente o preço. Para 54%, esse é o fator preponderante. Em seguida, 34% falam que a qualidade deva ser considerada.

Embora os médicos sejam a fonte prioritária de informações para medicamentos em 54% dos respondentes, mais da metade da população confia nas informações encontradas pela internet. Cerca de 10% confiam nas orientações de parentes, na hora da compra, e 7% seguem as recomendações dos farmacêuticos. 

Veja o estudo na íntegra aqui.

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