Interfarma participa de audiência pública sobre medicina de precisão e política oncológica
A Interfarma participou da audiência pública “Medicina de Precisão: tecnologia para a política oncológica no Brasil”, realizada pela Comissão Especial de Combate ao Câncer, na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, 26/03. Renato Porto, presidente-executivo da entidade, defendeu que a inovação e o acesso a tratamentos eficazes são essenciais para melhorar os desfechos dos pacientes e otimizar recursos em saúde.
“Entre 2014 e 2019, 50% dos pacientes chegaram aos serviços de saúde com câncer de ovário em estágio 3 ou 4. Esse cenário gera custos elevados, mas pode ser revertido. Quanto mais cedo diagnosticarmos a doença, maiores serão as chances de sucesso no tratamento e a possibilidade de utilizar tecnologias mais acessíveis e eficazes. A medicina de precisão nos permite uma individualização do tratamento, adaptando-o com base em fatores genéticos e biomarcadores específicos do câncer”, disse.
Segundo Porto, é extremamente importante que o Brasil acelere a incorporação de novas tecnologias para o tratamento do câncer.
Muitos tratamentos são incorporados ao SUS, mas os pacientes continuam sem acesso. É o que aponta estudo realizado pela Fifarma e IQVIA. “Dos medicamentos disponíveis entre 2013 e 2024, apenas 4% das moléculas oncológicas possuem acesso federal e universal no Brasil. A publicação da quarta portaria da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer é urgente para viabilizar financiamento adequado, navegação do paciente e garantia de acesso aos medicamentos já incorporados”, afirmou o presidente da Interfarma.
Participaram também da audiência Gélcio Luiz Quintella Mendes, do Instituto Nacional de Câncer (Inca) e Luiz Henrique de Lima Araújo, da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc), além da deputada federal Flávia Morais.