Saúde Setor Português 24/06/2026

Interfarma apresenta estudo sobre avanços da pesquisa clinica no Brasil: país ganha posições importantes

A Interfarma apresentou na terça, 23 de junho de 2026, o estudo intitulado “Análise de oportunidades e desafios após dois anos da publicação do marco legal de pesquisa clínica” em sessão realizada na BIO International Convention, maior evento global de biotecnologia, realizado em San Diego, EUA.

Desenvolvido em parceria com a IQVIA, o estudo aponta que o Brasil atingiu a 12ª posição no ranking mundial de estudos clínicos iniciados em 2026, o que equivale a 2,9% de participação com 51 estudos registrados, segundo dados parciais referentes a este ano. Em 2025, o país figurava na 18ª colocação.

Os dados apresentados demonstram uma mudança relevante em relação ao cenário observado nos últimos anos. A publicação do marco legal da pesquisa clínica, Lei 14.874/2024, há dois anos e sua regulamentação trouxeram mais previsibilidade e reduziram prazos de aprovação, tornando o país mais atrativo para investimentos em pesquisa.

Em estudos anteriores, a Interfarma já apontava que o Brasil reunia características únicas para se tornar um protagonista global em pesquisa clínica. O principal desafio era transformar esse potencial em competitividade efetiva. Os dados atualizados demonstram que o país tem avançado nessa direção.

Entre os fatores que contribuíram para a evolução do país está a modernização do fluxo regulatório. Com a implementação do novo marco legal, as análises ética e sanitária passaram a ocorrer de forma paralela, tornando mais eficiente o processo de aprovação dos estudos. O ganho de previsibilidade e a redução de prazos aproximam o Brasil das melhores práticas internacionais e aumentam sua competitividade na disputa global por investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

A projeção da Interfarma é de que o país poderá avançar em pouco tempo para a 10ª posição no ranking, com a atração de R$ 2,1 bilhões anuais em investimentos diretos, impacto econômico total de R$ 6,3 milhões por ano, beneficiando 286 mil pacientes. Empresas associadas à Interfarma respondem pela maior parte dos estudos clínicos conduzidos no país e vêm ampliando seus investimentos na área.

 

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