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Dados do setor

Aqui você encontrará informações e dados gerais sobre o mercado farmacêutico no Brasil e no mundo.

Mercado farmacêutico brasileiro

Ranking mundial:

  • 8ª Posição
  • 5ª Posição (previsto para 2021)

Faturamento:

  • R$ 85,35 bilhões
  • 13,10% (crescimento)

Divisão de mercado:

  • 59% Varejo
  • 41% Institucional

Varejo farmacêutico:

  • R$ 50 bilhões
  • 146 bilhões de doses
  • 11% (crescimento)

Mercado institucional :

  • 52% Governo
  • 25% Hospitais
  • 11% Clínicas
  • 12% Outros

Divisão do varejo :

  • 61% Similar
  • 21% Referência
  • 18% Genérico

Balança comercial :

  • R$ 1,01 bilhão (exportação)
  • R$ 5,93 bilhões (importação)
  • R$ 4,91 bilhões (déficit comercial)

Incorporação ao SUS (2014 a 2016) :

  • 29% de negativas para pedidos da indústria
  • 83% dos pedidos negados estão incorporados no exterior

Judicialização :

  • R$ 1,32 bilhão (Ministério da Saúde)
  • 50 medicamentos concentram quase todas as ações
  • Doenças genéticas e câncer lideram as ações

Controle de preços (2005 a 2016) :

  • 103% de inflação (IPCA)
  • 77% de correção concedida a medicamentos
  • 26 pontos percentuais de defasagem ante o IPCA

Pesquisa clínica :

  • 15ª Posição (ranking mundial)
  • 110 estudos perdidos em três anos
  • 12 meses para análise de pedidos de estudos

Prazo para registro (dias) :

  • 1.548 para similares
  • 1.083 para genéricos
  • 597 para sintéticos novos
  • 371 para biológicos novos

Registros aprovados :

  • 13 Similares
  • 84 Genéticos
  • 16 Sintéticos novos
  • 14 Biológicos novos

Representação INTERFARMA

Atualmente, as empresas associadas à INTERFARMA representam 54% do total do mercado farmacêutico brasileiro. Se considerarmos o setor varejista (vendas no canal farmácia) a representatividade é de 47%, distribuídos em todos os segmentos do setor. Veja abaixo os gráficos.

Ranking de fabricantes

Veja abaixo o ranking dos laboratórios no Brasil que mais venderam no canal varejo, em 2016.

Ranking de medicamentos

Veja o ranking dos medicamentos mais vendidos no Brasil, em 2016.

Mercado farmacêutico mundial

  • Os EUA continuarão sendo o maior mercado farmacêutico do mundo e os países emergentes ficarão entre os nove dos top 20, sendo a China o 2º país do ranking;
  • Em cinco anos, o Brasil passou de 10º para o 8º mercado mundial. A estimativa é que em 2021 o País seja o 5º do mercado.
Notas: Ranking baseado na taxa constante do dólar. Argentina com base nas taxas e câmbio variáveis devido à hiperinflação (dólares). Os índices são calculados com base nas projeções dos gastos em dólares reajustados de acordo com o período.
Fonte: QuintilesIMS Institute, Perspectiva do Mercado de Medicamentos até 2021. Dados de dezembro de 2016.

Gastos com medicamentos (mundo)

Como em todos os setores da economia, análises e previsões são realizadas. Veja algumas das expectativas do Instituto QuintilesIMS de dezembro de 2016 sobre os gastos em medicamentos no mundo:

  • A expectativa é que, em 2021, o gasto mundial em medicamentos chegue a US$ 1,5 trilhão;
  • A inovação em medicina especializada continuará sendo a maior responsável pelos gastos globais em medicamentos, aumentando a sua participação de 30%, em 2016, para 35%, em 2021;
  • Estima-se que os medicamentos especializados serão responsáveis por metade dos gastos em medicamentos nos EUA e EU5 (França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido) impulsionados pelos medicamentos inovadores;
  • Entre 2014 e 2015 foi registrado um crescimento de quase 9%, mas espera-se que nos próximos cinco anos haja uma redução entre 4% e 7%;
  • Tratamentos para oncologia, doenças autoimunes e diabetes serão os maiores responsáveis pelo crescimento dos gastos;
  • Os gastos nos mercados desenvolvidos continuarão sendo impulsionados pelos medicamentos de referência e nos mercados emergentes pelas demais categorias de medicamentos;

Venda de medicamentos

Volume de doses comercializadas de medicamentos e faturamento no canal varejista, em 2016.

Venda de medicamentos por segmento

Volume de doses comercializadas de medicamentos, percentual de doses por categoria e faturamento no canal varejista, em 2016.

Acesso e financiamento à saúde

Em comparação com vários países, os gastos em saúde no Brasil estão na média, entretanto, a desigualdade está na fonte pagadora, quase 55% dos gastos são provenientes de seguros privados.

E a situação piora, quando o foco é medicamentos. Estima-se que quase 80% da população pague pelos seus tratamentos do próprio bolso.

Orçamento da saúde

Ainda que seja um tema de extrema importância, a saúde no Brasil sofre de subfinanciamento há anos. Atualmente, a participação da pasta é de menos de 4% em relação ao orçamento da União.

Gastos com medicamentos (Brasil)

Os gastos com medicamentos aumentaram significativamente, mas ao mesmo tempo, é preciso considerar o crescimento do fenômeno da judicialização da saúde, que tem desequilibrado os cofres públicos.

Déficit da balança comercial

Série histórica (2006-2016) que mostra o desequilíbrio da balança comercial em produtos farmacêuticos no Brasil.

Programa Farmácia Popular

O Programa Farmácia Popular está disponível em 34,6 mil farmácias, presentes em 4.469 municípios, ou seja, está acessível a uma população de 192 milhões de habitantes, correspondendo a 94% da população do País.

No primeiro ano do programa, em 2006, foram atendidos 477 mil pacientes. Em 2016, 21,8 milhões tiveram acesso aos medicamentos para tratar hipertensão, diabetes, asma, doença de Parkinson, entre outras indicações terapêuticas, resultando em crescimento de 4.480%.

Desde o início do programa Aqui Tem Farmácia Popular, até 2016, foram investidos R$12,8 bilhões.

Evolução do investimento no Programa Aqui Tem Farmácia Popular (milhões de Reais)

Hipertensão e diabetes, que estão na modalidade gratuidade, representaram 75% dos subsídios ao Programa, em 2016. Ao longo de tempo, os custos médios unitários nominais dos medicamentos para hipertensão e diabetes caíram 32% e 28%, respectivamente. Por outro lado, o IPCA cresceu 83%.

Descontada a inflação do período, os valores para hipertensão e diabetes caíram 62,8% e 60,8%, respectivamente.

Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PPPs)

Compras públicas

Inovação e pesquisa clínica

Segundo a Federação Internacional de Fabricantes e Associações Farmacêuticas (IFPMA):

  • A indústria farmacêutica de pesquisa investiu aproximadamente US$150 bilhões em P&D, em 2015;
  • Cinco das 11 líderes mundiais em P&D, em 2014, foram as farmacêuticas que, juntas com as empresas de biotecnologia, registraram um crescimento de 8,7% em relação ao ano anterior em investimentos em P&D;
  • Mais de 7.000 medicamentos estão sendo desenvolvidos no mundo todo;
  • Hoje, o custo de desenvolvimento de uma única droga é de US$2.6 bilhões. Em 1975, o investimento era de US$138 milhões;
  • Estima-se que são necessários entre 10 a 15 anos para se desenvolver um medicamento ou uma vacina;
  • Somente um em cada 10.000 compostos chega até os pacientes.

Incorporação de novas tecnologias

A CONITEC foi criada pela Lei 12.401/11, substituindo a CITEC, regida pela portaria ministerial acima citada, também situada na SCTIE. Por fim, o Decreto 7.646/11 regulamenta a Lei, dando composição, competências e funcionamento da CONITEC.

Sumário das Demandas Submetidas à CONITEC

Atualizado até 21 de março de 2017.

391 submissões de todas as tecnologias*:

  • 150 externas e 241 internas;
  • 346 pedidos por “incorporação” ou “ampliação de uso”;
  • 150 pedidos externos e 196 internos;

Dos que já foram decididos (342):

  • Taxa média de incorporação=> Total: 67,2% (201); Demanda Interna: 94,2% (161); Demanda Externa: 31,3% (40);
  • Taxa média de negativas de incorporação=> Total: 32,8% (98); Demanda Interna: 5,8% (10); Demanda Externa: 68,8% (88).
  • 100% dos 43 pedidos de desincorporação (42) ou restrição de uso (1) foram internos e deferidos.

268 submissões de medicamentos (69% do total):

  • 125 externas e 143 internas;
  • 346 pedidos por “incorporação” ou “ampliação de uso”;
  • 229 pedidos por “incorporação ” ou “ampliação de uso”;

Dos que já foram decididos (230):

  • Taxa média de incorporação de medicamentos=> Total: 59,2% (113); Demanda Interna: 90,4% (75); Demanda Externa: 35,2% (38)
  • Taxa média de negativas de incorporação de medicamentos=> Total: 40,8% (78); Demanda Interna: 9,6% (8); Demanda Externa: 64,8% (70).
  • 100% dos 39 pedidos de desincorporação (38) ou restrição de uso (1) de medicamentos foram internos e deferidos.

Incorporações e Negativas de Incorporação de Medicamentos por Origem das Demandas por incorporação ou ampliação de uso.

Medicamentos biológicos

  • Biológicos são medicamentos produzidos por biossíntese em células vivas, ao contrário dos sintéticos que são produzidos por síntese química;
  • Para os produtos biológicos o conceito de genérico não se aplica. Os medicamentos sintéticos são produzidos por meio de reações químicas bem definidas e a partir de reagentes conhecidos. São facilmente replicáveis e permitem cópias idênticas. Os medicamentos biológicos, ao contrário, são produzidos em sistemas vivos, a partir de insumos variáveis e a identidade do produto final depende de muitos fatores e da consistência do processo de produção;
  • As normas regulatórias vigentes para os genéricos não se aplicam aos medicamentos biológicos;
  • A análise dos produtos biológicos deve basear-se em extensa documentação sobre manufatura, qualidade, eficácia e segurança clínica;
  • Estudos comparativos não-clínicos (ou pré-clínicos) são sempre necessários e os clínicos, na maioria das vezes;
  • Os estudos comparativos devem ser planejados com capacidade de detectar diferenças e seguir as metodologias de não-inferioridade ou equivalência ao produto comparador (biológico novo);
  • A imunogenicidade deve ser sempre investigada;
  • Programas de Farmacovigilância e gerenciamento de risco devem ser implementados obrigatoriamente.

Quer saber mais sobre os medicamentos biológicos? Faça o download gratuito da cartilha que produzimos sobre o tema clicando aqui

Doenças raras

  • Para que uma doença seja caracterizada como uma Doença Rara no Brasil, segundo a Portaria 199/14, é preciso que a prevalência seja de 65 por 100.000 habitantes;
  • Estima-se que de 6% a 8% da população mundial sofra com alguma Doença Rara, o equivalente a aproximadamente 420 a 560 milhões de pessoas. No Brasil, estima-se que este número chegue a 13 milhões de pessoas;
  • 75% das Doenças Raras se manifesta no início da vida e afeta, sobretudo, crianças de 0 a 5 anos. Elas ainda contribuem significativamente para a morbimortalidade nos primeiros 18 anos de vida;
  • 33% é a redução do custo médio para tratamento de crianças em clínicas multidisciplinares para Doenças Raras, comparada às crianças tratadas em programas não integrados no país, conforme informação da EURODIS e da Associação Sueca de Doenças Raras;
  • 95% das doenças não possuem tratamento e demandam serviços especializados de reabilitação que promovam a melhoria da qualidade de vida dos pacientes;
  • 2% das Doenças Raras podem se beneficiar de medicamentos órfãos capazes de interferir na evolução da doença. Os outros 3% contam com tratamentos já estabelecidos para as outras doenças, que ajudam a atenuar os sintomas;
  • 1/3 é a redução do valor dispendido com assistência realizada em tratamentos nos centros de referência com resolubilidade maior, se comparado à assistência fora de programas, conforme dados do EURODIS.