| Manaus organiza polo de incentivo à inovação |
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Qui, 26 de maio de 2011 Pela primeira vez, estado, empresas e instituições de pesquisa começam a atuar juntos Muitas vezes, os esforços para impulsionar a inovação aparecem em ambientes nos quais outras atividades econômicas têm dificuldade de deslanchar. Por isso, num estado como o Amazonas, que tem no pescado a única autossuficiência na área alimentar eno qual as estradas são rios, a necessidade de buscar iniciativas inovadoras para sustentar a economia Como objetivo de tornar a região menos dependente de incentivos fiscais—únicos responsáveis por manter centenas de empresas na crescente área do Polo Industrial de Manaus (PIM) —, empresas, governo e instituições de pesquisa locais resolveram se unir emtorno do tema. Os resultados da iniciativa começam a aparecer agora. As prioridades de ação foram definidas comfoco nas principais demandas das empresas, tendo sido estabelecidas a partir do critério de trazer resultados de maior impacto a partir de esforços proporcionalmente menores. A primeira ação foi a criação do Fórum de Inovação do Amazonas que já desenvolve duas tarefas: realizar o mapeamento das instituições e opções de serviços tecnológicos da região; e traçar estratégias para ampliar a participação do setor produtivo nos processos conjuntos de incentivo à inovação. “Mapear as demandas De acordo com ele, o objetivo central da ação é dar à economia local independência em relação ao PIM. “A atividade da Zona Franca é muito complexa e só se realiza em Manaus em razão dos incentivos fiscais. Se esses incentivos deixarem de existir, toda a economia do Amazonas entra em colapso”, diz Araújo. Neste sentido, Célio Luís Matos, responsável pela área de agronegócio do Sebrae de Manaus, já vislumbra a criação ou o fortalecimento de cadeias de produção inovadoras que tragam empregos e riqueza para a região. E, como o Amazonas tem uma peculiaridade de ser o estado com maior participação de preservação da área de floresta dentre os que estão na Região Norte, essas atividades têm necessariamente que girar em torno da sustentabilidade, diz Matos. “Os segmentos de móveis e madeira, de biocosméticos, de polpa de frutas e da indústria naval têm grande potencial de crescimento, mas ainda apresentam desempenhos irrisório”, afirma. Segundo ele, contudo, a principal indústria a ser beneficiada por processos inovadores no Amazonas seria a do pescado, que atualmente desperdiça cerca de 30% de sua produção. “ A piscicultura tem crescido no estado, mas Rondônia, por exemplo, está na nossa frente. Precisamos inovar. Por que não pensarmos, por exemplo, em produzir tambaqui enlatado?” Esse tipo de proposição só tem sido possível, segundo Maurício Loureiro, presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) — que chegou à Manaus para dirigir a Technos da Amazônia no início da década de 1980 — porque diminuíram as resistências em todas as esferas, privada, acadêmica e governamental. “Os pesquisadores e o Desempenho * Viajou a convite da Abipti EXPANSÃO A partir dos resultados alcançados em Manaus, a Associação Brasileira das Instituições de Pesquisa Tecnológica e Inovação (Abipti) quer replicar a experiência em outros polos econômicos do Brasil, a começar pelas capitais da Região Norte. A primeira ação para disseminação da metodologia aplicada no polo amazonense será um encontro, marcado para |


