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Eli Lilly and Company, ou simplesmente Lilly, como é mais conhecida esta indústria farmacêutica de origem norte-americana, conta com 133 anos de existência. A companhia, com atuação global e uma das maiores verbas aplicadas em pesquisa e desenvolvimento do mundo, é hoje uma das maiores empresas de biotecnologia do mundo e dona de marcas que viraram sinônimo de alívio para patologias milenares, como Prozac, Zyprexa e Cialis, e prefere se caracterizar como uma empresa que vende inovação em saúde física e mental, por meio de medicamentos que são os pioneiros e mais avançados nas suas classes terapêuticas.
Fundada em maio de 1876, pelo Coronel Eli Lilly, em Indianápolis, capital do Estado de Indiana, nos Estados Unidos, a Lilly está presente hoje em 143 países e atingiu um faturamento de US$ 21,8 bilhões em 2009.
No Brasil, a empresa participa da construção do mercado farmacêutico há 65 anos, e é uma das mais importantes indústrias do país, uma das líderes nas áreas de saúde mental, oncologia e saúde da mulher. É importante salientar que a Eli Lilly só trabalha com medicamentos éticos, isto é, que demandem prescrição médica.
De 1920 a 1970 – a Lilly participa dos lançamentos que marcaram a história da medicina: Lançou a primeira insulina comercial para diabéticos (1923); o extrato de fígado para anêmicos (1928); a penicilina produzida em larga escala (1943); participou da descoberta e fabricação da primeira vacina contra poliomielite (1955); descobriu, desenvolveu e fabricou o primeiro antibiótico do grupo das eritromicinas (1952) e do grupo das cefalosporinas (1964); de drogas originárias de uma planta do gênero Vinca para o tratamento de câncer (1961); descobriu destacados antidepressivos; produziu em larga escala antibióticos orais e injetáveis como o Keflex, o Kefazol e o Ceclor; lançou o Dobutrex, medicamento cardiovascular revolucionário.
Dos anos 80 ao século XXI – inovação em todos os sentidos: A Lilly realizou neste período trabalhos com engenharia genética, que resultaram na produção da pioneira insulina humana Humulin (1983) e do hormônio de crescimento Humatrope (1987); do primeiro análogo de insulina Humalog (1996); da primeira droga de uma nova classe de antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina, o cloridrato de fluoxetina Prozac (aprovado pelo FDA em 1987); do Gemzar para o tratamento de vários tipos de câncer (1995); do medicamento cardiovascular que previne formação de coágulos depois de determinados procedimentos, o ReoPro (1995); do Zyprexa, o revolucionário antipsicótico olanzapina, que possui perfil único de segurança e eficácia (1996); do primeiro modulador seletivo de estrógeno voltado para a prevenção e tratamento da osteoporose da mulher na pós-menopausa, o cloridrato de raloxifeno Evista (1998); da primeira droga específica para tratar a sepse severa, o Xigris (2001); do Cialis para disfunção erétil (2003); do primeiro medicamento estimulador da formação óssea, Fortéo (2003); do primeiro quimioterápico para o tratamento do mesotelioma pleural maligno, Alimta (2004); do Cymbalta (2004) , para o transtorno depressivo maior; e do Byetta * (2005), para o diabetes tipo 2. * Lançado no Brasil em março de 2008
65 anos de Brasil: a cada dia, uma história de sucesso Os produtos com a marca Lilly chegaram ao Brasil em 1930, mas a instalação propriamente dita da empresa no Rio de Janeiro foi feita em 1944, sob a denominação Eli Lilly and Co. of Brazil, o que tornou os medicamentos da marca mais acessíveis à população brasileira. Em 1953, as operações foram transferidas para São Paulo e, em 1962, seu nome passou para Eli Lilly do Brasil. Dois anos depois, foi criada a Elanco, hoje uma divisão voltada à saúde animal. A Lilly do Brasil é uma das mais importantes indústrias farmacêuticas do país, sendo uma das líderes nas áreas de saúde mental, oncologia, diabetes e saúde da mulher. Seu faturamento líquido na área de saúde humana foi de R$ 634 milhões em 2008. Somente a modernização da sua fábrica demandou, entre 2002 e 2007, investimentos superiores a R$ 42 milhões. Já os investimentos locais em pesquisa vêm crescendo ano a ano, desde a introdução da Lei de Patentes em 1996. Ao longo de 2009, foram realizados 33 estudos, com cerca de 3 mil pacientes, o que demandou investimentos de mais de R$ 30 milhões.
O pipeline (produtos em desenvolvimento) da Lilly, uma das maiores empresas de biotecnologia no mundo, é considerado atualmente, pelos analistas de Wall Street, um dos melhores da indústria farmacêutica mundial. Desde 2002, foram lançadas seis drogas inovadoras, como o quimioterápico Alimta, o antidepressivo Cymbalta e o Byetta para diabetes tipo 2. Outros medicamentos devem chegar ao país em breve, como o prasugrel (Effient) para o tratamento de pacientes com angina ou infarto agudo do miocárdio submetidos à angioplastia; a atomoxetina (Strattera) para transtorno do déficit de atenção e hiperatividade; o palmoato de olanzapina (ZypAdhera) para esquizofrenia, a duloxetina para dor crônica; a exenatida uma vez por semana para o diabetes tipo 2; a tadalafila para hipertensão pulmonar; a semagacestat para Alzheimer e o teplizumab para o diabetes tipo1.
Perfil do Presidente

José Antonio Alas, 45 anos, nascido em El Salvador, assumiu, em junho de 2009, as operações da afiliada da Eli Lilly no Brasil. Desde novembro de 2004, Alas esteve à frente da diretoria de Marketing e Vendas da divisão Farma da Lilly Brasil.
Formado em Engenharia pela United States Naval Academy, com MBA pela Duke University, o executivo está na Lilly há dezesseis anos, onde ingressou em 1994, como Representante de Vendas em El Salvador.
Entre 1995 e 1997, na Costa Rica, Alas foi Gerente de Produto e assumiu diversas funções nas áreas de Marketing e Vendas. De 1997 a março de 1998, ocupou o cargo de Gerente de Marketing e Vendas na região da América Central. Em 1998, foi promovido a Diretor de Marketing e Vendas da afiliada no Peru, mesmo local onde, mais tarde, assumiu a responsabilidade de Gerente Geral para a Região Andina, que incluía Peru, Equador e Bolívia. Após três anos, iniciou suas atividades como Líder de Marketing de Cialis e Evista para América Latina, África, Ásia, Austrália e Canadá, posição baseada na matriz em Indianápolis, nos Estados Unidos, onde permaneceu até ser transferido para o Brasil, no final de 2004. Recentemente, Alas assumiu a vice-presidência do Conselho Diretor da Interfarma.
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