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São Paulo, 06 de outubro de 2010
Abimip,
Alanac,
Interfarma,
Pró-Genéricos,
Sindusfarma
A Indústria Farmacêutica, pelo conjunto de suas entidades representativas, foi surpreendida com a informação de que a ANVISA decidiu adotar um selo de segurança nas embalagens de medicamentos. No entender da indústria, esse selo de segurança não contribui para o aperfeiçoamento do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (Rastreabilidade), que é uma determinação legal e sempre teve total apoio do setor, como forma de combater o roubo, a fraude, a falsificação e a sonegação no mercado de medicamentos. A adoção do selo de segurança é equivocada por pelo menos cinco razões:
1. Vai aumentar o preço dos medicamentos para o consumidor. A ANVISA reconhece um impacto nos preços médios, calculado em 2,58%. No caso dos medicamentos genéricos, o aumento no custo de produção pode variar de 6,3% até 23,1%; 2. Adota uma tecnologia superada. O selo representa um retrocesso em relação a outro sistema, mais moderno e mais seguro, que é o sistema bidimensional (2 D), cujos bem-sucedidos testes-piloto contaram com a participação da própria ANVISA; 3. Entrega a gestão de um bem essencial para a população – o medicamento – a um órgão estranho à área da Saúde: a Casa da Moeda; 4. Entrega o fornecimento do selo a um único fornecedor que detém o monopólio do sistema; 5. Onera as compras públicas. Não raro, o próprio Governo adquire medicamentos, através de licitações, a custos de R$ 0,30, só o selo, incluso o ICMS, custará quase nove centavos, ou seja, 30% de aumento. Este conjunto de fatores negativos justifica o apelo da Indústria Farmacêutica para que a medida seja revista imediatamente, sob pena de provocar enormes prejuízos à população, que terá de pagar mais caro pelos medicamentos, no momento em que o setor farmacêutico trabalha no sentido oposto, que é o de reduzir os preços em favor dos pacientes brasileiros.
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