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Lytha Spíndola fala sobre as relações comerciais do Mercosul |
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Seg, 15 de março de 2010
Entrevista cedida ao programa Roda Viva Rede Record TV
Lytha Spíndola
Secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior
Há
oito anos o Brasil contestava judicialmente o subsídio dado pelos
Estados Unidos aos seus produtores de algodão. Essa semana, a
Organização Mundial do Comércio deu ganho de causa e autorizou o país a
retaliar o governo americano.
A decisão acirra a disputa
comercial entre os dois países e provoca polêmica e preocupação nos
setores produtivos e de comércio exterior. Mais de cem produtos podem
pagar mais imposto de importação para entrar no Brasil.
A
economista Lytha Spíndola é secretária-executiva da CAMEX, a Câmara de
Comércio Exterior. Ela foi responsável por estudar e divulgar a lista
dos produtos americanos que o Brasil pretende sobretaxar.
Ligada
ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a
CAMEX cuida de formular, implantar e coordenar as atividades de
comércio externo, incluindo o turismo. Lytha Spíndola está no cargo
desde junho de 2007. Entenda o caso: Em 2002, o Brasil
questionou a legalidade do subsídio americano aos seus produtores de
algodão, alegando que a prática distorcia os preços internacionais e
prejudicava o algodão brasileiro. Em 2005, o Brasil venceu a disputa,
mas os Estados Unidos não obedeceram a decisão. Em novembro de 2009, a
OMC autorizou o Brasil a retaliar as importações americanas nas áreas
de bens, serviços e propriedade intelectual.
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