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10 receitas para nunca ficar doente |
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Dom, 01 de janeiro de 2012 Folha de S.Paulo Jornalista: Débora Mismetti
No lugar de adotar uma vida regrada, livro diz que medidas como banho frio e comer alho podem ajudar quem quer estar sempre saudável; médicos dizem que não é tão fácil.
A estratégia dos personagens do livro "Os Segredos das Pessoas que Nunca Ficam Doentes" não agrada muito aos médicos.
Em vez de simplesmente ter uma vida regrada e equilibrada, as 25 pessoas entrevistadas pelo jornalista americano Gene Stone se concentraram em mudar um hábito de suas vidas na tentativa de aumentar a longevidade e evitar doenças.
"Faz parte do ser humano essa busca por uma solução mágica, de preferência algo que não dê muito trabalho", afirma o oncologista Artur Katz, do Hospital Sírio-Libanês. "Comer dois tomates por dia, por exemplo, não vai livrar ninguém de ter câncer."
Mas algumas das soluções do livro não são tão fáceis. Tomar levedura de cerveja todos os dias ou comer alho são desafios.
Banho de água fria também requer certa coragem.
Dorival Pinheiro, 48, servidor público federal, toma banhos frios todos os dias há 30 anos, a não ser aos sábados, quando o aquecedor é liberado. "Fui motivado por um professor de biologia no colegial que disse que traz benefícios para a saúde." Pinheiro diz que se sente mais relaxado e com melhor capacidade respiratória. "Percebo que fico menos doente e, quando pego um resfriado, recupero-me mais rápido do que os outros."
O infectologista Celso Granato, coordenador de patologia clínica do laboratório Fleury, afirma, no entanto, que não há comprovação alguma de que isso funcione.
"O que pode dar resultado a longo prazo é evitar o contato com pessoas doentes, especificamente em caso de doenças respiratórias e diarreias. Por isso pedimos para as pessoas lavarem mais as mãos em surtos de gripe", afirma o médico.
Para Katz, a receita básica para evitar adoecer é: "Não fume, não fume e não fume. Depois disso, o importante é manter um peso adequado, uma boa alimentação e fazer exercícios. Fazer isso já é bom. Mas muito mais que isso também não ajuda tanto."
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Planos de saúde terão de cumprir 69 novas coberturas a partir de amanhã |
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Sab, 31 de dezembro de 2012 O Estado de S.Paulo Jornalista: Fernanda Bassette
A partir de amanhã, os planos de saúde terão de garantir a cobertura de 69 novos procedimentos que foram determinados em resolução pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
O novo rol é a base mínima de procedimentos que as operadoras terão de oferecer a todos os usuários de plano. Entre as principais novidades está a cobertura de 41 tipos de cirurgias por videolaparoscopia - técnica mais moderna, menos invasiva, que permite uma recuperação mais rápida do paciente - , substituindo de vez as cirurgias tradicionais feitas por via aberta.
A mais demandada foi a cirurgia de redução de estômago: a ANS recebeu um documento com 2 mil assinaturas pedindo a inclusão desse procedimento na lista das coberturas obrigatórias. Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) apontam que em 2009 foram feitas 45 mil cirurgias - 25% delas por meio do vídeo. Em 2010, das 60 mil operações, 35% foram por vídeo.
Outras técnicas. E não é apenas a cirurgia bariátrica que será beneficiada no novo rol de coberturas por vídeo. Cirurgias de intestino e do aparelho digestivo também foram incluídas.
Além disso, a ANS aumentou a cobertura de exames como o PET-Scan, um dos mais modernos de diagnóstico por imagem. A partir de amanhã, os planos terão de cobrir o PET-Scan para câncer de intestino, além de linfoma e câncer de pulmão.
A ANS também alterou o número de consultas com nutricionistas, tornando ilimitado, por exemplo, o número de consultas para diabéticos que usam insulina. O novo rol também contempla sessões de oxigenoterapia para tratar pé diabético. E incluiu o implante bicoclear para pessoas com deficiências auditivas.
Outra novidade é a obrigatoriedade dos planos de pagar terapias imunológicas para pacientes com doenças reumatológicas. São terapias mais modernas, seguras, que causam menos efeitos colaterais e estancam o avanço da doença. Trata-se de um tratamento de alto custo que não é coberto pelo SUS.
Segundo Karla Coelho, gerente de atenção à saúde da ANS, a inclusão dos novos procedimentos ocorreu depois de uma série de reuniões com especialistas das áreas, operadoras de planos, prestadores de serviço e órgãos de defesa do consumidor.
A agência lançou uma consulta pública no site e recebeu cerca de 8 mil demandas e sugestões que foram analisadas pelo grupo técnico. "Cerca de 70% das sugestões vinham de usuários que solicitavam a inclusão de novos procedimentos", diz Karla.
Impacto. Karla diz que antes de incluir novas coberturas obrigatórias, a ANS fez uma análise de disponibilidade de rede, como hospitais, clínicas e laboratórios, para avaliar se os planos teriam condições de arcar com os novos atendimentos e qual o impacto disso nas mensalidades.
"A gente fez uma avaliação de todo o custo e vamos acompanhar o impacto da medida nas mensalidades. Na última revisão, publicada em 2010, o impacto foi perto de zero. A cirurgia por vídeo pode ser um pouco mais cara, mas ela reduz tempo de internação", diz.
Para entidades de pacientes com câncer, um dos pontos negativos foi a não inclusão das quimioterapias orais, que possibilitam o tratamento contra o câncer em casa e com menos efeitos colaterais. Para as entidades, essa quimioterapia é mais eficaz e reduz a ocupação de leitos.
Os transplantes também ficaram de fora da nova cobertura e devem ser analisados para a próxima atualização, que deve ser publicada dentro de dois anos
"Muitas demandas ainda ficaram de fora, mas automaticamente elas já estão na lista das novas propostas para a próxima atualização", diz Karla.
Problemas. Para Joana Cruz, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), um dos riscos da nova cobertura é as operadoras alegarem não terem profissionais ou a tecnologia disponível em determinado município. Outro será fazer um reajuste abusivo.
"A regra exige que a operadora providencie o atendimento e o transporte para a cidade mais próxima. Mas, num primeiro momento, eles podem negar e isso caracteriza descumprimento de obrigação. O cliente precisa denunciar", orienta.
Em caso de negativa de cobertura, o beneficiário do plano de saúde deve entrar em contato com a ANS pelo telefone 0800-7019656 e registrar a queixa. Também pode procurar um núcleo da agência para fazer a reclamação pessoalmente.
A FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), que representa 15dentre os maiores grupos de operadoras de saúde, informou por meio de nota que, "uma vez aprovada a inclusão de novos procedimentos no rol da ANS, a legislação será rigorosamente cumprida".
Para a Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), as novas obrigatoriedades poderão causar a falência das operadoras de pequeno porte.
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Obesidade geral prevê risco cardíaco tão bem quanto gordura localizada |
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Sex, 11 de março de 2011 O Estado de S.Paulo Jornalista: Mariana Lenharo
Medidas de obesidade geral - como o Índice de Massa Corporal (IMC) - são tão boas para prever risco cardiovascular quanto estimativas de obesidade localizada - como a medida de circunferência abdominal. É o que diz estudo da Universidade de Cambridge publicado na revista The Lancet.
O resultado contesta o consenso anterior, que afirma que a medida de circunferência abdominal prevê com uma precisão três vezes maior o risco de enfarte do miocárdio quando comparado às estimativas baseadas no IMC.
A pesquisa avaliou informações sobre 221.934 pessoas, que participaram de 58 estudos de longo prazo. Os autores avaliaram o impacto de três variáveis comumente relacionadas ao surgimento de doenças cardiovasculares: a medida da circunferência do abdome, o IMC e a relação entre a medida do abdome e do quadril.
A conclusão foi que esses três fatores têm capacidade igual de determinar riscos cardiovasculares, desde que se levem em consideração dados adicionais sobre pressão sanguínea, histórico de diabetes e colesterol.
De acordo com o cardiologista Heno Lopes, coordenador do Ambulatório de Síndrome Metabólica do Instituto do Coração (Incor-USP), esses resultados concordam com os estudos que estão sendo realizados dentro do instituto paulista.
Ele enfatiza que, apesar de alguns médicos considerarem que a medida da circunferência abdominal diz mais sobre os riscos cardíacos do paciente, a tendência dos estudos atuais é considerar mais o IMC ao tentar estimar os riscos.
Lopes diz que parte da comunidade científica discute se a obesidade é um fator tão determinante para o surgimento de problemas no coração. "Sem dúvida, a obesidade está associada a mais de 30 doenças", aponta o cardiologista. "Mas em relação à doença cardiovascular, as coisas estão começando a mudar um pouco. Não é só a gordura que é responsável por esses problemas. Outros fatores genéticos podem ser mais determinantes (mais informações nesta página)".
O cardiologista Daniel Magnolli, diretor de Nutrologia do Hospital do Coração (HCor), concorda. "A obesidade, isoladamente, é um fator de risco com impacto menor que diabete, hipertensão e colesterol elevado." Ele afirma que as pessoas obesas costumam ter outras condições associadas relacionadas aos riscos cardiovasculares.
A endocrinologista Cláudia Cozer, diretora da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso), questiona o estudo, enfatizando que a medida da circunferência do abdome é determinante para o risco cardiovascular.
"A medida da circunferência abdominal é a que mais se equipara com resultados de tomografia para ver o quanto de gordura visceral o paciente possui. Os trabalhos de literatura mostram que esse exame de consultório simples e barato tem um índice de acerto de 96%", diz.
Para o médico Marcus Malachias, presidente do Departamento de Hipertensão da Sociedade Brasileira de Cardiologia, a regra sobre o risco associado com o tamanho da circunferência abdominal continua valendo. "Quando medimos a circunferência abdominal, estamos medindo também uma gordura que está por dentro."
O endocrinologista Bruno Geloneze, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), sublinha que o IMC e a medida de circunferência abdominal só oferecem previsões igualmente precisas quando estão acompanhados de "dados adicionais sobre pressão sanguínea, histórico de diabetes e colesterol", como precisam os autores do estudo.
Mas ele recorda que tais dados são obtidos com exames mais complexos que o simples uso de uma fita métrica e uma balança - únicos instrumentos necessários para cálculo do IMC e da circunferência abdominal. Na prática, o uso conjunto do IMC e da medida de circunferência abdominal continua sendo uma alternativa eficaz para uma primeira triagem em pessoas que procuram a rede de saúde para avaliação de riscos cardiovasculares.
Vários autores do artigo declararam conflitos de interesse: de contratos com farmacêuticas a patentes relacionadas a exames de biomarcadores para doenças cardiovasculares.
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Celular adaptado vira instrumento para diagnóstico |
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Qui, 10 de março de 2011
Folha Online Novos aplicativos de celular têm sido testados como forma de melhorar o acesso de pacientes a médicos especialistas.
Há um grupo de alunos, inclusive alguns brasileiros, pesquisando o assunto no Massachusetts Institute of Technology (EUA). Existem vários testes clínicos sendo feitos em diferentes países para comprovar a real eficácia dos métodos e permitir, assim, o uso na prática médica.
Os sistemas podem detectar perdas auditivas ou problemas de visão e até diagnosticar tumores ou doença cardíaca.
"Vai chegar ao ponto de o agente de saúde tirar uma foto do olho do paciente pelo celular, a imagem chegar ao hospital e o profissional já saber se a pessoa vai precisar ou não de um laser para corrigir o problema", diz Rubens Belfort Júnior.
A grande questão, segundo ele, será saber se os profissionais de saúde estarão preparados para lidar com as novas tecnologias. Esse é um outro ponto discutido pelo artigo publicado em dezembro na revista "Lancet".
Para o oftalmologista Cláudio Lottenberg, do hospital Albert Einstein, apesar de promissoras, especialmente em regiões remotas, as novas tecnologias não devem substituir o entendimento do paciente como um todo.
"Você vai ter que continuar examinando o paciente. Pode ser que uma alteração ocular vista na tela do iPad seja uma hemorragia e não uma degeneração, por exemplo."
CÂNCER
Um dos mais impressionantes resultados sobre novas tecnologias de informação foi divulgado no mês passado em artigo na revista "Science Translational Medicine".
Um sistema, equipado com um telefone celular, uma agulha fina e um pequeno aparelho de ressonância magnética molecular, foi capaz de detectar tumores à distância.
A nova tecnologia conseguiu acertar o diagnóstico de câncer em 96% dos pacientes- número superior ao da biópsia tradicional, segundo o artigo.
O método-padrão para o diagnóstico do câncer é a coleta de uma porção do tecido do tumor, o que, às vezes, envolve intervenções cirúrgicas. O resultado pode demorar dias.
A análise molecular rápida desenvolvida em Massachusetts também exige a coleta de amostra celular, mas ela é extraída com uma agulha mais fina (0,7 milímetros de diâmetro) que a de uma biópsia tradicional (1,4 milímetros de diâmetro).
Além disso, não existe tempo de espera. O resultado sai em menos de uma hora. A equipe usa um smartphone comum e um aparelho cilíndrico de ressonância magnética nuclear, que mede cinco centímetros de diâmetro.
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Lente de contato agora precisa de recomendação médica |
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Qui, 10 de março de 2011 Portal R7
A compra de lentes de contato tem de ser feita agora somente com recomendação médica específica. Resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina) publicada semana passada determina que a indicação, a adaptação, exames complementares e o controle das lentes são atividades exclusivas da categoria.
A resolução foi feita depois de o conselho receber o relato do aumento de acidentes relacionados ao uso incorreto do produto, vendido em óticas muitas vezes sem nenhuma recomendação do oftalmologista, assegura Desiré Callegari, secretário do CFM.
- Não basta a indicação do grau. É preciso que exames sejam realizados para verificar se não há nenhum impedimento para o uso do produto.
Integrante do Departamento de Oftalmologia da Associação Médica Brasileira, Noé Luiz Demarchi afirma que o uso de lentes de contato nos últimos anos se vulgarizou.
- A lente é extremamente útil. Mas tem de ser cercada de uma série de cuidados. Em muitos locais, bastava que o paciente fornecesse o grau e modelo da lente para que o produto fosse confeccionado.
Callegari afirma que o uso incorreto da lente pode provocar irritações, inflamações e até mesmo danos irreversíveis à córnea. Ele reconhece que a nova determinação do CFM pode ser considerada por alguns como corporativismo, "mas essa é uma questão séria de saúde".
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Calvície masculina é causada por falha em células-tronco, diz estudo |
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Ter, 04 de janeiro de 2010
Portal G1 Jornalista: Indefinido
Cientistas da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, descobriram que as células-tronco podem ter um papel decisivo na calvície masculina. Um estudo, divulgado nesta terça-feira (4) pela publicação científica “Journal of Clinical Investigation”, mostrou que esse tipo de célula não funciona como deveria no couro cabeludo dos carecas.
Para que um cabelo cresça, células-tronco se transformam em outras células, chamadas progenitoras, que dão origem aos fios. Esse processo ocorre dentro dos folículos capilares, que são pequenas estruturas da pele onde se prendem as raízes do cabelo.
Os pesquisadores analisaram folículos capilares de pessoas calvas e com cabelos normais. Chegaram à conclusão de que o número de células-tronco era praticamente o mesmo em ambas, mas havia uma grande falta de células progenitoras nos carecas.
A conclusão é que as células-tronco não estão se transformando em progenitoras, como deveria acontecer. Isso quebra o ciclo de formação do cabelo e, em vez de formar fios grandes e vistosos, os folículos – que ficam muito menores nos carecas – geram cabelos microscópicos.
"Há um problema na ativação das células-tronco na conversão para células progenitoras no couro cabeludo calvo”, explica o pesquisador George Cotsarelis, um dos autores do estudo.
O próximo passo na pesquisa é descobrir como fazer as células-tronco funcionarem como deveriam e dar alívio aos homens que não querem perder o penteado. “O fato de que há um número normal de células-tronco em um couro cabeludo careca nos dá esperança de poder reativar essas células”, diz Cotsarelis.
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Trocar travesseiro a cada dois anos ajuda a evitar doenças respiratórias |
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Ter, 04 de janeiro de 2010
Portal R7 Jornalista: Indefinido
Trocar o travesseiro a cada dois anos é necessário para evitar o contato prolongado com microorganismos que causam doenças respiratórias como renite e asma. Isso acontece por que depois desse período, o travesseiro fica cheio de fungos e bactérias, alimentos perfeitos para os ácaros. São esses microorganismos que provocam as alergias que, entre outros sintomas, pioram a qualidade do sono.
Para acabar com os ácaros, especialistas indicam deixar o travesseiro ao sol pelo menos uma vez por semana e lavá-lo periodicamente. Também é importante mantê-lo em locais arejados e com capas.
Até mesmo a escolha do modelo é importante para a saúde. Os especialistas recomendam o suo de um que alinhe a cabeça e pescoço à coluna cervical, que não seja nem tão alto ou baixo.
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Decisão da Justiça faz entidades pressionarem ANS |
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Qua, 15 de dezembro de 2010
O Estado de S.Paulo Felipe Recondo
Grupos querem que agência defina regras do setor levando em conta as normas do Código de Defesa do Consumidor
A confirmação definitiva pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) de que os planos de saúde devem se submeter às regras do Código de Defesa do Consumidor (CDC) aumenta a pressão sobre a Agência Nacional de Saúde (ANS). Entidades de defesa do consumidor querem que ela defina as regras do setor levando em consideração as regras do CDC.
No final de novembro, o STJ aprovou uma súmula reafirmando que "aplica-se o Código de Defesa do Consumidor aos contratos de plano de saúde". A súmula confirma a jurisprudência já pacífica no tribunal e será levada em consideração para o julgamento de processos que envolvam conflitos entre usuários e operadoras. O entendimento vale para os planos contratados antes da vigência do código, mas que são renovados.
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Grupo alemão anuncia provável cura de portador de HIV com uso de células-tronco |
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Qua, 15 de dezembro de 2010 Folha Online
Ainda é tudo muito preliminar e os próprios cientistas estão com um pé atrás, mas um grupo alemão acredita ter evidências de cura de um paciente norte-americano com Aids utilizando células-tronco adultas.
Timothy Ray Brown, 44, que vive em Berlim, tinha também leucemia, e por isso recebeu as células-tronco, retiradas da medula óssea de um doador.
O doador das células que Brown recebeu no transplante tinha uma mutação: não produzia a proteína CCR5, fundamental para a multiplicação do vírus HIV no organismo humano.
Após o transplante em 2007, o paciente foi acompanhado pelos pesquisadores da Universidade de Medicina de Berlim.
Em 2009, eles publicaram um artigo científico que falava no "sumiço" do vírus HIV. Agora, na revista científica "Blood", já falam de "evidência de cura".
Os pesquisadores lembram que, como o estudo envolve somente um paciente, é necessário ter cautela antes de dizer com certeza que se chegou a uma cura para a Aids. É necessário repetir o trabalho muitas vezes ainda para que se tenha conclusões mais concretas.
Além disso, transplantes de medula são arriscados. Brown, por ter leucemia, teria de fazer um de qualquer jeito, mas submeter pacientes com Aids ao tratamento seria perigoso, ainda mais sabendo que hoje é possível sobreviver muitos anos sendo portador de HIV.
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Mortes por diabete crescem 10% em 11 anos no Brasil |
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Qua, 14 de dezembro de 2010
Agência Brasil
Números vão no caminho contrário de outras doenças crônicas, que apresentam tendência de queda
A diabete está matando mais no Brasil. De 1996 a 2007, as mortes causadas pela doença cresceram 10%. Com esse aumento, as mortes passaram de 30 para 33 por grupo de 100 mil habitantes no período, como constatou o Saúde Brasil 2009, estudo anual do Ministério da Saúde. Os números vão no caminho contrário de outras doenças crônicas não transmissíveis, que apresentam tendência de queda. O estudo do ministério apontou redução de 17% nas mortes causadas por doenças crônicas, que fez mais de 705 mil vítimas somente em 2007. A queda foi de 569 para 475 óbitos por 100 mil pessoas.
A maior redução foi identificada nos problemas respiratórios, como enfisema e asma, 33%. As mortes por doenças cardiovasculares apresentaram queda de 26%. Para o governo federal, o crescimento das mortes por diabete tipo 2, a mais comum, está relacionado ao sobrepeso na maior parte da população. Dados de vigilância em saúde do ministério, divulgados este ano, revelaram que quase metade dos brasileiros está acima do peso. A incidência da obesidade na população subiu de 11,4%, em 2006, para 13,9%, em 2008.
A publicação Saúde Brasil identificou grande prevalência das mortes por diabete na Região Nordeste. Em Alagoas, por exemplo, a média foi de 56 mortes por 100 mil habitantes no ano de 2007, contra proporção de 26 por 100 mil, no estado de São Paulo.
Em 2007, as doenças crônicas responderam por 67,3% das mortes, sendo 29,4% as cardiovasculares e 15,1%, os cânceres. Em quarto lugar, está a diabete com 4,6%.
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