| GE Healthcare terá primeira fábrica no Brasil em julho |
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Qua, 05 de maio de 2010
Brasil Econômico Jornalista: Françoise Terzian
Planos da GE Healthcare no Brasil vãomuito além do raio X
Com investimentos de US$ 50 milhões, a primeira fábrica da companhia começará a operar antes mesmo do registro da Anvisa — previsto para setembro —, com a produção voltada para a exportação na América Latina. Omar Ishrak, CEO da GE Healthcare Systems, diz que o mercado brasileiro é “estimulante”, apesar da mão de obra cara, e cita a intenção de produzir todas as modalidades de equipamentos localmente. GE Healthcare não pretende ficar apenas no raio X Este ano, a empresa prevê vender 23% mais no país que em 2009, enquanto na matriz americana as vendas não devem avançar mais que um dígito.
Como o registro daAnvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária)só deve sair emsetembro, nos dois primeiros meses a produção será totalmente direcionada à exportação para a América Latina. “O mercado brasileiro é tão estimulante que, no futuro, nossa intenção é produzir todas asmodalidades de equipamentos localmente”, afirma o indiano Omar Ishrak, CEO da GE Healthcare Systems, em entrevista exclusiva ao BRASIL ECONÔMICO. O interesse no Brasil está diretamente relacionado às taxas de crescimento aqui registradas. Neste ano, a GE Healthcare deve vender 23% a mais no país que em 2009, enquanto a matriz americana não conseguirá avançarmais deumdígito. O executivo, que coordena uma divisão de US$ 11 bilhões, responsável por um portfólio que inclui desde soluções demonitoramento até ressonância magnética, diz que o Brasil, o sextomais importante mercado de saúde do mundo, é atraente por conta de sua enorme população e também do comprometimento do governo coma saúde pública. A fábrica de Contagem também deve iniciar, ainda em julho, a remanufatura de tomografia computadorizada e ressonância magnética. Em um ano, ameta é recondicionar 50 unidades de tomografiae30de ressonância.
Fonte: Esaote *Projeções para 2010 VEJA OS PRODUTOS MAIS REPRESENTATIVOS* Ultrassom US$ 5 bilhões Ressonância magnética US$ 3,5 bilhões Raio x US$ 1 bilhão Mamógrafo US$ 1 bilhão exemplo daPhilips, Ishrak acredita que a qualidade de seus produtos e as customizações que eles poderão proporcionar serão fortes diferenciais daGE. O executivo explica que o tempo médio para execução de um exame de ressonância magnética no Brasil é 30% inferior ao tempo levado nos Estados Unidos.
A produção local, explica Ishrak, se dará pela necessidade de a GE se aproximar de seus clientes e pela busca por melhorias que poderão ser obtidas com customização. “O futuro está muito mais claro para nós e ele aponta para o Brasil, onde o número de ressonâncias e tomografias por pessoa é muito menor que nos EstadosUnidos.” ? |


