|
Qui, 07 de abril de 2010
DCI Jornalista: Ernani Fagundes
SÃO PAULO - A Bayer está aumentando os investimentos no Brasil em 2010. "Ampliamos os investimentos de R$ 160 milhões no ano passado para R$ 180 milhões no presente ano", declarou o presidente do Grupo Bayer no Brasil, Horsfried Laepple, durante entrevista coletiva realizada ontem em São Paulo. O presidente da divisão de MaterialScience (Materiais Inovadores), Ulrich Ostertag, informou ao DCI a expectativa para os negócios da empresa no Brasil. "Trabalhamos com uma perspectiva de crescer acima do PIB brasileiro. O ano vai ser muito bom, por isso parte dos investimentos anunciados será na modernização das duas unidades produtivas de Belford Roxo [RJ], são novos equipamentos e máquinas nas fábricas de MDI e Anilina que aumentaram nossa competitividade e a qualidade dos nossos processos", explicou Ostertag. O presidente Horstfried Laepple destacou os investimentos em P&D. "Iremos construir dois novos laboratórios, um da divisão HealthCare [Saúde] e outro de CropSciense [Ciências Agrícolas], e duplicar o laboratório de Material Science [Materiais Inovadores], dentro da nossa estratégia de inovação e desenvolvimento de novas aplicações de produtos", confirmou citando as contratações de 70 cientistas no ano passado e de outros 12 profissionais da área científica no atual exercício.
O presidente da Bayer Schering Pharma do Brasil, Rainer Krause, também enumerou os investimentos na unidade de produtos farmacêuticos: "A unidade de Cancioneiro [SP] terá 10% de aumento da capacidade instalada, dos atuais 2,2 bilhões de comprimidos para 2,5 bilhões de comprimidos". E projetou a produção: "Pretendemos chegar a 19% do aumento da produção em Canceiro, fabricando 121 milhões de cartelas de medicamentos", estimou Krause.
H1N1 e IPI reduzido
O presidente do Grupo Bayer no Brasil, Horsfried Laepple, reportou que sua companhia cresceu 3% no país no ano passado. "Faturamos R$ 3,8 bilhões, sendo R$ 2 bilhões oriundos de Ciências Agrícolas que assegurou o nono mercado mundial da companhia. A divisão Healtch Care cresceu 2% para R$ 1,26 bilhões, com destaques para as vendas do sistema imunológico Redoxon que avançou 14% por causa do temor da gripe H1N1", afirmou o executivo. O presidente de HealthCare, Rainer Krause, comentou a importância da divisão farmacêutica. "Exportamos 45% dos medicamentos produzidos aqui para 30 países da América Latina e da Ásia". Já Ulrich Ostertag comentou os efeitos da crise econômica mundial em sua área. "A divisão MaterialSciense sofreu um recuo de 14%, de R$ 600 milhões para R$ 515 milhões, mas foi muito menor que a queda em outros mercados, fomos beneficiados com a política de incentivo fiscal. A redução do IPI [Imposto sobre Produto Industrializado]para carros e linha branca colaborou para a manutenção das vendas à esses setores", assegurou o executivo.
Novos produtos
A Bayer apresentou a pauta de novidades para o mercado brasileiro. "Para a Copa do Mundo de 2014, já conversamos com equipes de engenharia de quatro novos estádios de futebol, e estamos negociando para empregar a tecnologia que utilizamos no Estádio do Bayer, na Alemanha e nas Olimpíadas de Pequim com placas na cobertura. Além disso, fechamos com o governo federal, a produção do novo RG [documento de identidade] brasileiro que utilizará o filme Makrofol com dados invioláveis à falsificação", destacou Ulrich Ostertag. O executivo da área de Materiais Inovadores, também falou sobre as novidades globais da companhia. "São quatro produtos que devem manter a companhia em sintonia com o futuro: um poliuretano livre de solventes com autorrecomposição após riscos e aranhões; um filme de policarbonato para superfícies antimicrobianas; um conversor de energia de ondas do mar, e o avião à energia solar com envergadura de 63 metros e 12 mil células com nanotubos de carbono que irá voar sem gastar nenhum litro de querosene", vislumbrou Ostertag.
|