| Pfizer vai perder US$ 29 bilhões com fim de patentes até 2013 |
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Seg, 28 de março de 2011 A Pfizer lidera o ranking das farmacêuticas mais afetadas com o fim das patentes de remédios. A previsão são cerca de US$ 29,2 bilhões até 2013. Em segundo lugar, vem a Lilly com US$ 12,9 bilhões. A terceira é a Bristol-Meyers Squibb, com US$ 11,3 bilhões. A patente do Liptor, medicamento para colesterol mais vendido no mundo, termina em novembro. Só o Liptor, representa receita de US$ 12, 9 bilhões para a Pfizer. Segundo estudo da Universidade de Tufts, as dez empresas mais afetadas devem perder US$ 114 bilhçoes em patentes neste mesmo período. Com a perda bilionária, a Pfizer diz que a saída é acelerar o desenvolvimento de novas drogas. Isso geraria uma compensação, segundo Belén Carrilo-Rivas, diretora de pesquisa, projetos e estratégia da empresa. - Queremos focar nas necessidades médicas que hoje não são supridas. Os pacientes estão esperando. Não é fazer um remédio que vai vender muito, mas sim atender a necessidade do paciente - afirma Belen. Entre os alvos da Pfizer, estão as áreas de vacinas, cardiovascular, oncologia, doenças inflamatórias (como artrite reumatoide), doenças genéticas e neurologia. Segundo o vice-presidente dos centros para inovação terapêutica da Pfizer, Anthony J. Coyle, a empresa firmou parcerias com universidades como Mountsinai School of Medicine, Columbia University, Rockefeller University, Boston University e Harvard Medical School. - Somamos expertise desses lugares e colocamos os melhores cientistas em colaboração com os centros acadêmicos. Iremos fornecer acesso ilimitado para todo os processo de descoberta de novas drogras. As pessoas dessas universidades poderão entrar no nosso departamento, vamos desenvolver juntos e sermos proprietários juntos da nova descoberta - diz Coyle. A maioria desses acadêmicos já acumula 15 anos de experiência em pesquisas e têm trabalhos publicados. Ele diz ainda que há cinco anos isso seria impossível de ser concretizado. - A Pfizer jamais abriria seus prédios para uma universidade. E os acadêmicos não iriam querer trabalhar junto à farmacêutica - afirma ele. Além do fim de muitas patentes, o cenário para a indústria farmacêutica não é o melhor na última década, na avaliação de especialistas do Centro de Estudos de Desenvolvimento de Drogas da Tufts University, localizado em Boston, nos Estados Unidos. - A falta de confiança dos investidores está evidente, o mercado está mais competitivo e as normas regulatórias estão cada vez mais rígidas.E persiste o problema do tempo e do risco para o desenvolvimento de novos medicamentos. E o custo para trazer um novo produto é cada vez mais alto - avalia Kenneth Kaitin, diretor e pesquisador da Tufts. Enquanto a Pfizer firma parcerias com universidades, outras farmacêuticas se unem no desenvolvimento de novas drogas, como Merck, Astrazeneca e Glaxo SmithKline e Lilly.O objetivo é reduzir custos e agilizar o processo de criação. * A repórter viajou a convite da Interfarma |


