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Qui, 24 de março de 2011 Brasil Econômico Jornalista: FRANÇOISE TERZIAN
O ano de 2011 mal começou e a subsidiaria brasileira da inglesa Reckitt Benckiser, fabricante de produtos de limpeza detentora das marcas Veja, Vanish, Harpic, SBP, AirWick e Lysol, ja trabalha em ritmo frenético de crescimento. As vendas saltaram 20% neste primeiro trimestre e a sua única unidade industrial instalada no Brasil passa por ampliações mensais da capacidade produtiva.
Embora o Brasil responda pela segunda maior fábrica da Reckitt no mundo, depois da Polônia . são cerca de 100 mil metros quadrados construídos em um terreno próprio de 200 mil metros quadrados na Rodovia Raposo Tavares (SP) ., a companhia decidiu traçar um novo futuro para a próxima década, o que permitira lucrar além das fórmulas e embalagens de limpadores multiuso, alvejantes seguros e aerossóis.
Definimos que, em 10 anos, um terço do faturamento total da Reckitt Benckiser do Brasil vira da área de medicamentos sem prescrição médica (os chamados OTCs), afirma Frederic Larmuseau, vice-presidente sênior da Reckitt Benckiser para a América Latina e ex-presidente da operação brasileira.
A companhia não revela o faturamento registrado no Brasil, mas o mercado estima que este número fique entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões. Com operação própria em 60 países e venda para 200, a Reckitt vendeu £7,8 bilhões (R$ 21 bilhões) em 2009, balanço mais recente divulgado pela companhia. Na receita global, os medicamentos sem prescrição já respondem por cerca de 30% das vendas.
Para ganhar mercado das grandes farmacêuticas, Larmuseau revela que a companhia planeja lançar por volta de 20 produtos ate o final desta década. Em setembro, ela trouxe para o país o Gaviscon, antiácido produzido na Inglaterra para tratar de azia e má digestão. Em fevereiro, lançou o Strepsils, seu segundo produto farmacêutico no pais.
Trata-se de uma pastilha formulada com Flurbiprofeno (anti-inflamatório) para tratar dor de garganta, cuja primeira fórmula foi lançada em 1931, na Inglaterra. Segundo a Nielsen, 76% dos 88% de brasileiros que tratam a dor de garganta afirmam utilizar um medicamento livre de prescrição para combater os sintomas.
“O mercado de medicamentos sem prescrição esta bombando em todo o mundo e faz parte da nossa estratégia global. A experiência da nossa companhia e vender produto para o consumidor, enquanto as farmacêuticas, que são nossas concorrentes, costumam ser melhores no desenvolvimento do que na comercialização de seus medicamentos. A margem de lucro também foi um fator que fez a Reckitt saltar os olhos para os medicamentos OTC. A margem e, sem dúvida alguma, bem maior que a dos limpadores multiuso, diz o executivo, ao se referir ao Veja, produto comercializado unicamente no Brasil.
Antisséptico O próximo passo da estratégia da Reckitt e ganhar massa critica com estes dois produtos e também como Dettol, sabonete antisséptico que a empresa lançou ano passado e concorre com Protex, da Colgate. O produto e importado da China e da Malásia. Ate o final de 2011, Larmuseau garante que não lançara outros medicamentos.
Foram apresentados três produtos de cuidados pessoais em nove meses aos brasileiros. Agora, precisamos vender. Em 2012, contudo, ele promete uma nova incursão da companhia inglesa no ramo farmacêutico brasileiro.
Companhia amplia investimentos em marketing Em 2010, as vendas da Reckitt Benckiser cresceram mais de 20% no Brasil, percentual que deve ser repetido no que depender do belga Frederic Larmuseau, vice-presidente sênior da companhia para a América Latina. “Tem mercados que crescem mais que o Brasil, a exemplo da Indonésia, que gera um negócio muito pequeno. Difícil é crescer onde já se tem uma boa base instalada,como é o caso do Brasil”, afirma. O executivo garante que a rentabilidade da Reckitt Brasil cresce o dobro da receita, o que tem levado a companhia a investir pesado em publicidade. Há quatro anos, afirma ele, a Reckitt estava na lista dos 50 maiores anunciantes do Brasil. No ano passado, a companhia ficou com o posto de oitava maior anunciante. |