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Avandia vence round em reunião da FDA sobre risco de vida

Qua, 14 de julho de 2010




Portal Estadão






Votação final sobre retirada do mercado americano desse remédio para diabete é esperada para breve

GAITHERSBURG - A maioria dos conselheiros de saúde americanos chegou à conclusão de que o remédio contra diabete Avandia, do laboratório britânico GlaxoSmithKline, não levanta preocupação sobre risco de vida quando comparado com outras drogas contra a doença.

Dezenove dos 33 membros do painel de peritos da FDA (Food and Drug Administration), agência que regula alimentos e medicamentos nos Estados Unidos, disseram que os dados disponíveis sobre o medicamento não suscitam preocupações sobre o risco de vida associado ao uso contínuo de Avandia.



Por uma maior margem de 12 votos contra 7, o painel não encontrou nenhuma preocupação de morte em relação ao Avandia e à droga Actos, do laboratório japonês Takeda Pharmaceutical Co., que pertence à mesma classe de remédios.

Na Quarta-feira passada, peritos científicos afirmaram que o Avandia poderia elevar as chances de ataque cardíaco quando comparado a outras drogas para diabete, como o Actos.

A votação final sobre a possibilidade de recomendar a retirada do Avandia do mercado é esperada para breve.

As vendas do Avandia nos EUA representavam apenas 1,5% do faturamento da Glaxo em 2009, mas os investidores temem que a companhia poderia enfrentar mais processos judiciais se o medicamento for retirado do mercado.

A FDA convocou o painel de peritos externos para ajudar a agência a resolver um debate sobre a segurança do Avandia que já dura três anos. Ainda é difícil prever como esse diagnóstico precoce poderá afetar a votação final.

Em 2007, um painel consultivo votou (por 20 votos a 3) que o Avandia pode aumentar as chances de um ataque cardíaco em alguns pacientes, mas por 22 votos a 1 foi recomendado que a droga permanecesse no mercado.

"Acreditamos que é provável que a droga continue no mercado, mas com novas advertências", disse o analista da consultora Morningstar Damien Conover.

Começando na última terça-feira, 13, os peritos científicos ouviram opiniões conflitantes e revisaram centenas de páginas de dados para avaliar se o Avandia provoca ataques cardíacos.

O painel consultivo deverá votar agora se a droga será mantida no mercado sem advertências ou se a venda será suspensa. Restrições quanto à utilização do medicamento ou o reforço das advertências estão entre outras opções.

Devido ao fato de a FDA ter pedido aos especialistas para selecionar apenas uma de cinco opções, pode não haver maioria clara. No entanto, qualquer resultado de votação que não chegasse a determinar uma retirada do mercado iria apoiar alguma forma de continuidade da venda do Avandia.

A agência vai fazer a convocação final nos próximos meses, mas normalmente segue as recomendações de seus painéis.

O debate sobre a segurança do Avandia foi desencadeado desde que advertências foram colocadas sobre a droga, em 2007, dizendo que algumas pesquisas relacionaram o remédio a um maior risco de ataque cardíaco, mas os dados são "inconclusivos".